postagens recentes

29 Junho 2010

perrine



1 menina + 2 máquinas + 3 microfones =
Perrine En Morceaux,
especialista em nada.


Dica: coloque seus fones de ouvido

26 Junho 2010

massageando o som



Lesley Flanigan
Escultora, compositora, vocalista e performer.

(Grato pela bela dica, Domeneck!)

23 Junho 2010

letra do dia


"Don't hate the media, become the media"
Jello Biafra

22 Junho 2010

noise performance



Kusum Normoile
Não é a primeira vez que menciono ela aqui. Não será a última.

19 Junho 2010

barulho novo: quase

De praticamente todos os registros feitos durante as inúmeras sessões de gravação em meu estúdio caseiro e durante as minhas apresentações ao vivo em auditórios, palcos e afins, extraí apenas os sons que permeiam e que antecedem a hora h. Os ruídos que o público faz enquanto me preparo entre a oralização de um poema e outro, o som do ambiente, cadeiras arrastadas, pigarros, o ar sendo inalado antes de se começar a, risos, o telefone que toca durante a gravação de um poema, microfonia, plugues, testes com aparelhagem, fiação, etc.

Um silêncio que estava lá e que ninguém ouviu. Nem mesmo eu. Sem muita depuração. Sem um tratamento sonoro que limpe a sujeira. Uma colagem. Apenas a mixagem e a masterização desse silêncio tão ruidoso. Os sons que não foram aproveitados. Puro noise.

Os sons do Quase. Uma experiência que pode ser ouvida na minha página do MySpace. Dica: ouça com fones de ouvido.

Foto: Charles Guerra

shima



Resgate (shima)
vídeo digital, 8'30"
2009


18 Junho 2010

saramago (1922-2010)


Respeito!



15 Junho 2010

deu no diário de hoje

Diário de Santa Maria
15 de junho de 2010
Francisco Dalcol


Dentro do caderno, há uma entrevista comigo:

'Mais que poeta, sou um artista da palavra'

Em maio, Marcelo Sahea fez o lançamento do livro nada a dizer em São Paulo, com direito a performance. Pela frente, o poeta programa eventos de divulgação em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. Neste mês, também está previsto lançamento em Santa Maria. A data e o local ainda não estão definidos.


Na entrevista a seguir, Sahea fala sobre o novo livro, a influência da poesia concreta e sua busca pela superação da poesia escrita.


Diário de Santa Maria – Um livro com o nome nada a dizer (com letras minúsculas) sugere alguma provocação. Qual é a ideia do título?

Marcelo Sahea - Poesia, por si só, já é provocação, não é? E uma das coisas que tenho aprendido e apreendido: quanto mais se diz, mais da poesia se dista. O título, que tenho definido desde que comecei a pensar o livro há dois anos, retirei de uma frase do poeta e compositor norte-americano John Cage: “Eu estou aqui/ e não tenho nada a dizer/ e estou dizendo/ e isto é poesia...”


Diário – Você busca algum objetivo ao perseguir os limites da linguagem?

Sahea – Poesia é matéria viva, é organismo. Me interessa uma poesia contaminada por inúmeras formas de expressão, como música, arte sonora, artes visuais, eletrônica, arte digital, o que vier... E acredito que esse esforço que faço para ampliar a potência e o alcance do meu trabalho é sua característica mais forte. Para fazer uma poesia que seja original para mim e que me dê prazer, eu não posso pensar como um poeta, no sentido tradicional, engessado. Mais que poeta, me considero hoje um artista da palavra. Não sou um teórico, mas tudo que faço é extremamente pensado, ainda que eu utilize o acaso em minhas obras.


Diário – Qual sua relação com a poesia concreta, uma referência imediatamente percebida em sua produção?

Sahea – O legado vale como impulso. Não é uma repetição. Mas isso acontece naturalmente. Não é uma preocupação minha, nem ao menos é algo de que tenho consciência. Como faço direção de arte e trabalho com arte visual, design e estou sempre mergulhado nesse universo, a coisa é mais latente, flagrante. A poesia concreta cumpriu seu papel. O momento é de olhar para a frente, e a pavimentação do terreno foi a contribuição que o concretismo deu para a minha arte.


Diário – A fotografia está presente em nada a dizer. Como você vê essa união com a poesia?

Sahea – Uso a fotografia como suporte para os poemas-objeto. Não sou fotógrafo, não domino a técnica. O que faço é um registro dos objetos que crio. Tenho trabalhado com o suporte vídeo também, poemas e performances poéticas, revestidos ou não de paisagens sonoras e sons do acaso processados, registrados com o mesmo propósito.


Diário – O trabalho de performance poético-sonora, a exemplo de Pletórax, teve alguma influência em nada a dizer?

Sahea – Total. O título mesmo e o poema visual da capa entregam isso. Este livro só não tem um CD, um DVD ou um pendrive encartado porque me faltaram recursos para isso. Os poemas despontaram a partir das minhas pesquisas e experiências no terreno da performance intermídia e da poesia sonora. Há textos nesse livro que foram escritos para o palco, mas que se sentiram à vontade no branco da página. E a outra parte é composta por poemas e textos que andavam dispersos desde 2005 e que decidi aglutinar em um suporte único.

qr-code


Na contracapa do meu livro nada a dizer há um poema QR-Code que fiz em 2009. Este deve ser lido por celulares que possuem câmera (http://en.wikipedia.org/wiki/QR_Code).




O poeta e designer André Vallias também entrou nessa e postou em sua página do YoutTube o vídeo Comedia. Trata-se da Divina Commedia, de Dante Alighieri, na íntegra, convertida em QR-Code.

Pegue a sua câmera e divirta-se.

13 Junho 2010

lixo eletrônico



'lixo eletrônico' - marcelo sahea
videopoema
compilação de palavras-chave dos e-mails de spam
55seg, 2010

12 Junho 2010

autopsicografia

Após a apresentação que fiz na noite do lançamento oficial de meu livro nada a dizer, em sampa, o dharmamigo Carlos Inada me pede que faça uma caligrafia no exemplar que acabara de adquirir. Levo a sério.

Preciso limpar a mente para isso. Mesmo com todo o burburinho do ambiente e a agitação mental que fica após o término de algo prazeroso.

Posso deixar uma mensagem, escrever um poema caligráfico, mas eu quero deixar traços (apenas traços) muito pessoais, únicos e talvez por isso mesmo, tão prenhes de significado. Uma protoforma. Como fazem as crianças. Mas com o meu dna.

Uma espécie de impressão digital.

Não quero tentar reproduzir caligrafias árabes (minhas origens), japonesas ou chinesas. Não quero simular ideogramas. Não quero desenhar. Quero um signo meu. Um autorretrato. Mas como fazer isso? Enquanto outros amigos me aguardam, eu penso nisso tudo e pensando nisso, penso que pensar acabará me atrapalhando.

Então, anímica e tegumentar, linhas curvas, curvas lineares, voláteis e firmes, pessoais e transferíveis feito o mar que carrego dentro e no meu nome, enfim

a caligrafia sai.


09 Junho 2010

augusto de campos




08 Junho 2010

dica poesilha

07 Junho 2010

dica poesilha I

dica poesilha II



06 Junho 2010

gil scott-heron



Long ago the clock washed midnight away
Bringing the dawn
Oh God, I must be dreaming
Time to get up again
And time to start up again
Pulling on my socks now
Should have been asleep
When I was sitting there drinking beer
And trying to start another letter to you
Don't know how many times I dreamed to write again last night
Should've been asleep when I turned the stack of records over and over
So I wouldn't be up by myself
Where did the night go?
Should go to sleep now
And say fuck a job and money
Because I spend it all on unlined paper and can't get past
"Dear baby, how are you?"
Brush my teeth and shave
Look outside, sky is dark
Think it may rain
Where did the
Where did the
Where did the

01 Junho 2010

kazuo ohno (1907-2010)


Foto: Frank Ward