postagens recentes

29 Abril 2010

revolução tecnológica



Estou achando que esse assunto ainda vai loooooooonge. A leitora desta ilha, Mary, me indicou e eu não podia deixar passar em brancas páginas. Gracias, Mary.





28 Abril 2010

hoje em sampa

com a presença luxuosa de Augusto de Campos

25 Abril 2010

a dimensão sagrada da palavra


Acredita, então, numa dimensão sagrada da palavra?

É a sua dimensão autêntica, embora nos esqueçamos dela, até no domínio da fala. A poesia ensinou-me a importância, não só dos valores estéticos, políticos e sociais, mas, sobretudo, dos sagrados...

Ao sermos obrigados, já secularmente, a ler em voz baixa, o que no passado não se fazia, porque era considerado diabólico - coisa que poucas pessoas sabem -, perdemos uma dimensão do sagrado. Podemos escrever textos para serem lidos em silêncio ou ditos em voz alta. O escritor tem à sua disposição três aspectos fundamentais: a escrita para ser lida, ou ouvida, ou entendida como desenho, representação de um gesto humano, mesmo que seja tipográfico ou no computador. Ainda é a mão humana a funcionar nesses casos. Quando passamos à fase em que apenas falamos e o computador já escreve, ainda conseguirá impor-se a força da voz humana. Há toda uma gama que não tem sido entendida e valorizada na sua totalidade...

Sente-se cada vez mais a importância da voz.

A que atribui esse fenômeno?

À perda de importância do ser humano como indivíduo. Ver alguém a falar e a dizer é algo muito diferente de vermos essa mesma pessoa num aparelho de televisão. A singularidade individual da voz é aquilo que o distingue, até no plano do sagrado.


Fragmentos de entrevista com a poeta portuguesa Ana Hatherly, por Ana Marques Gastão, retirados do excelente livro A Idade da Escrita e outros poemas, da Escrituras.

24 Abril 2010

a parte que nos cabe



O poetamigo Ademir Assunção lembra a nós, escritores, da revolução que o livro eletrônico representa. Não essa revolução já enrugada, esse blablabla gagá sobre e-books e leitores eletrônicos que a imprensa vem propalando como a grande novidade, mas a verdadeira revolução, a que pode nos restituir o poder de negociar a parte que nos cabe nesse mercado.

Um adendo:

Eu nem precisava, mas quero deixar claro como penso, porque estão me confundindo novamente: acho que cada um faz o que quer para que a sua obra venha à luz. Você pode ser um autor dependente ou independente. Correr atrás de apoios, editoras interessadas e leis de incentivo, ou não.

AA está falando com autores que têm ou pretendem ter vínculos, contratos com editoras, mas não precisa ser assim. Ninguém pode negar que hoje a coisa está muito mais fácil. Eu, por exemplo, escolhi mostrar o meu trabalho, há 10 anos atrás, sem esperar por intermediários. Cuidando do processo todo e botando a mão no bolso quando fosse preciso. Assim venho fazendo e assim pretendo fazer, sempre que for necessário.

Após publicar este post, o poetamigo Bruno Brum me disse nos comentários que postou em seu blog no mês passado uma nota sobre esse assunto. Fui lá e constatei o meu desconhecimento do texto. Falha minha. Ele fala da editora e distribuidora virtual da Califórnia Smashwords, que publica autores independentes e ainda oferece a esses autores a liberdade de comercialização de seus ebooks, mediante uma comissão de apenas 15%, à medida que as vendas forem se concretizando.

Mais ou menos como funcionava a editora virtual HotBook (que, pelas buscas que fiz, deve estar desativada), onde publiquei meu primeiro livro a título de experiência por um ano e que resultou em 15.000 downloads.

Eu, que já trabalho com versões eletrônicas dos meus livros há tempos, quero lembrar que suspendi o download do meu livro carne viva pois pretendo publicar a segunda edição no formato livro o quanto antes (a quem baixou e gostou: vale a pena ter o livro em mãos) e comunicar que colocarei na roda em breve meu segundo livro, o Leve, para download gratuito. Mas quem comparecer às minhas apresentações por aí, poderá adquirir comigo a versão impressa por um precinho camarada.


23 Abril 2010

dica poesilha

19 Abril 2010

dica poesilha



14 Abril 2010

estão me confundindo



PoeGif REPITO, de Marcelo Sahea


“Não peçam para eu dar de graça a única coisa que tenho para vender, minha música, minha arte”. (Cacilda Becker)


De um lado, temos produtoras culturais que deveriam estar ao lado do artista independente e não contra ele, mas de outro, temos esse mesmo artista que oferece seu trabalho de graça. Quem ganha com isso?

Bom, mas não vou me posicionar em prol de artistas que dão tiros no próprio pé.

Após fatos ocorridos desde que retornei à cidade e principalmente nas últimas duas semanas, tenho deixado claro a quem, aqui em Santa Maria, ainda está no escuro: eu não trabalho de graça. E se faço alguma concessão, ela é muito bem medida. Então, por favor, não me levem a mal. Apenas não me confundam. E àqueles que entendem, aos parceiros e parceiras, podem continuar me procurando, que estarei sempre disposto.

A propósito, leiam o texto que o poetamigo Ricardo Aleixo publicou ontem em seu blog e a carta aberta que o músico João Parahyba publicou (de onde eu retirei a declaração que abre este post) e o site Scream & Yell reproduziu. A dica foi do parceiro e amigo de lutas Calixto, daqui de Santa Maria, via twitter.

trilha sonora do dia



Zé Miguel Wisnik - Pérolas aos Poucos

13 Abril 2010

eu não quis dizer nada

foto de Carlos Ivan

Vale ler esse texto de Rogerio Skylab,
acerca das ideias do filósofo americano Richard Rorty.


abcdefghijklmnopqrstuvwxyz



jörg piringer - abcdefghijklmnopqrstuvwxyz

abcdefghijklmnopqrstuvwxyz é uma espécie de game-aplicativo para iPhone & iPod criado pelo poeta sonoro austríaco jörg piringer, como resultado de suas investigações com sons vocais e sua relação com tipografia dinâmica na forma de performance, vídeo e software art. É a primeira vez que eu realmente lamento por não ter nas mãos um desses aparelhos.

12 Abril 2010

letra do dia


A tradição é a raiz do racismo. (Bruce Lee)

10 Abril 2010

a lente é mais quente

cicatriz, de marcelo sahea (in carne viva - 2003)

Quando fiz este poema, em 2000, 2001, ainda não conhecia, por exemplo, certos trabalhos de León Ferrari, tampouco seus textos em braille sobre as fotografias de Man Ray.

Na verdade, tenho absoluta certeza de que o deslumbramento com descobertas que faço em decorrência das pesquisas que desenvolvo e a potência de algumas de minhas obras, vêm do meu desconhecimento de tanta coisa no âmbito das artes (e não só das artes).

Não fui eu que disse pela primeira vez, não é a primeira vez que digo e nem serei o último a dizer que, para fazer poesia, é preciso distanciamento. Por isso alguns poetas se declaram não-especialistas. Por isso alguns poetas têm um papo tão chato e acaba sendo mais interessante embrenhar-se nas rodas de músicos ou atores (e suponho que por isso mesmo alguns destes prefiram, por sua vez, as rodas de poetas).

Gosto quando algum leitor que não tem formação ou informação alguma sobre teoria literária, poesia e demais manifestações artísticas faz observações sobre poemas que faço. Quase sempre são mais acertadas que as de alguns críticos. Ou se não o são, ganham pela inventividade ou pelo humor. A lente é mais quente.

08 Abril 2010

dica poesilha II: em belo horizonte


dica poesilha: em porto alegre

Será inaugurada hoje, às 19h na Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre, a exposição O Alfabeto Enfurecido, de León Ferrari e Mira Schendel. Boa oportunidade para quem está na capital gaúcha.

Só não espere encontrar com o artista por lá, que não quer entrar em um museu para um artista que matou alguém. León, que afirma não ter tido conhecimento do local da expo, refere-se ao fato ocorrido em 1980, em que o pintor Iberê Camargo após discussão, sacou a arma que carregava ( ! ) e atirou contra o homem que lhe derrubou.

Atitude, no mínimo, respeitável (a de León).

02 Abril 2010

nada a dizer, em santa maria

Aguinaldo e eu

"Como em um jogo do qual não conhecemos as regras..."

Aguinaldo Medici Severino é organizador do Bloomsday aqui em Santa Maria, doutor em física, professor e um apaixonado por livros. É uma das figuras mais inteligentes e cativantes que conheço e meu amigo também, mas antes de tudo um leitor voraz e imparcial.

Ele, que adquiriu recentemente meu novo livro "Nada a dizer" pelo site da Annablume, antes mesmo de sua distribuição nas livrarias, acaba de postar no blog "Livros que eu li" sua impressão sobre a leitura de meu caçula.

Vale a pena ler esta e outras que lá estão.