... saibam, Senhoras e Senhores, que a Feira do Livro, este ano, não acontecerá. O motivo é aquele que nós já sabemos: grana. O poetamigo Alexandre Marino, que sempre me traz as boas e más novas da capital, fala sobre o assunto em seu blog. Aqui.
postagens recentes
27 Outubro 2009
26 Outubro 2009
a tristeza da felicidade
Escrito por
marcelo sahea

Eu, que mesmo sendo do Rio de Janeiro não compartilho mais das suas entrelinhas, dia-a-dia e agonias, eu que abri mão de tentar a vida por lá (apesar de AMAR aquela cidade), por seu perfil belicoso (também desisti de tentar a vida em Brasília, que antes desistiu de mim, cidade que amodeio, mas por sua hostilidade $ectária), eu que já me vi por lá refém no centro de uma guerra entre quadrilhas e polícia (motivo pelo qual até hoje eu tenho problemas com fogos de artifício), eu que tenho irmão, sobrinhos, primos, tias por lá e temo por eles todos os dias em que ligo a tv na hora do jornal, eu que cansei de ver as brancas passeatas pela orla carioca, eu que não suporto aquele discurso cliché de que "ora, mas em qualquer lugar tem violência...", quero recomendar a leitura deste texto indignado e passional que Lobão (morador de São Paulo desde o ano passado) escreveu sobre o assunto no site do Estadão.
foto: poema de Joan Brossa
23 Outubro 2009
breves e bravos
Escrito por
marcelo sahea
Senhoras e senhores, a semana cheia me deixou mais ausente desta ilha do que realmente gostaria de estar. E a coisa não mudou muito ainda. Então, para os amigos não ficarem a ver navios, deixo a seguir algumas dicas, entre elas algumas que quase passaram batidas por aqui, como textos bacanas de blogs que visito diariamente e que valem a pena serem lidos. Abreijos em todos.
Vanderley Mendonça mandavisar: no dia 9 de novembro, no Bar Balcão em Sampa, será lançado pelo selo Demônio Negro o livro 99 POEMAS, antologia bilíngue do poeta catalão Joan Brossa, traduzido por Ronald Polito. Ah, o livro tem ilustração de Guto Lacaz. Fino, ein?! E no dia 23, na Livraria da Vila-Lorena, o livro PEDRA DE SOL, do poeta mexicano Octavio Paz, bilíngue, com tradução de Horácio Costa.
- Se não leu ainda, leia o belo texto-porrada que o poetamigo Ricardo Aleixo reproduziu em seu blog, sobre a exposição de Jorge dos Anjos.
- Qual é a resposta? qual é a pergunta? O poetamigo Ricardo Domeneck entre a voz e a escrita.
- Amanhã é o último dia para quem estiver no Rio de Janeiro conferir isso aqui. Vá. E se não for, depois não fique se lamuriando pelos cantos.
- A poetamiga Estrela Leminski se apresentará com sua banda no Itaú Cultural da Av. Paulista hoje (aliás, hoje já foi) e amanhã, como parte da Ocupação Paulo Leminski: 20 anos em outras esferas. Será a partir das 20h. Iria, se por lá estivesse.
- Bom, e o post abaixo em que reproduzo um comentário de Carlos Careqa deixou alguns amigos confusos. Para eles e para quem também não entendeu, sugiro a leitura das respostas que dei nos comentários.
19 Outubro 2009
17 Outubro 2009
inflamável (poema inédito)
Escrito por
marcelo sahea

fogo dança
vestindo
parangolés
fogo se queima
brasabraça
o que a si
se assemelha
incendeia o cofre
sem segredo
e arde a arte
que antes tarde
se fez entender
hoje cedo
inflamável
por marcelo sahea
por marcelo sahea
17.10.09
Poema-protesto que acabo de fazer sob o impacto desta triste notícia.
Salve aquele que é mais leve que o ar. Que nada lhe prenda. Que tudo o apreenda.
14 Outubro 2009
13 Outubro 2009
12 Outubro 2009
11 Outubro 2009
sahea no parque lage - rj
Escrito por
marcelo sahea
quem estiver no Rio de Janeiro terá a chance de conferir até o dia 25 deste mês a exposição Obranome 2, cuja primeira exibição se deu em Brasília, no ano passado, durante a programação da Bienal Internacional de Poesia. Não perca a oportunidade de conferir de perto duas obras minhas, obras de André Vallias, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Hélio Oiticica, Julio Plaza, Márcia X, Roland de Campos, Waltercio Caldas, Waly Salomão e muitos outros.
Aqui tem um vídeo sobre a expo e aqui algumas fotos.
Aqui tem um vídeo sobre a expo e aqui algumas fotos.
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07 Outubro 2009
sobre pletórax em sampa
Escrito por
marcelo sahea
Desde que retornei da minha aventura em São Paulo no último dia 29, tenho recebido mensagens curiosas dos que não puderam comparecer ao SESC naquela noite fria e úmida de terça-feira. E pensava em responder apenas aos e-mails, não fosse a inspiradora conversa que tive há pouco com o poetamigo Ricardo Aleixo.Fiquei muito feliz com o convite que o SESC me fez. O SESC, que está me parecendo ser um dos poucos espaços no país que está enxergando e se interessando pela poesia em performance.
Prosódias é o nome do projeto, que no mês de setembro se destinou a destacar a poesia em suas diversas possiblidades, apresentando o tráfego da linguagem poética na música (com o show de Rodrigo Garcia Lopes), no vídeo, nas artes cênicas e nas artes visuais (este que vos escreve).
Fiquei muito feliz com a recepção que tive, com a atenção e empenho da equipe de profissionais e com a estrutura do lugar. Foi uma das minhas melhores performances no palco (infelizmente sem registros). E foi para poucos (mas bons e fiéis). Até porque imagino que normalmente não seja de se esperar que os 131 lugares de um belo auditório como aquele estejam ocupados em um evento de poesia (ainda mais em se tratando de uma performance poética que nada tem de entretenimento em sua proposta; ainda que muitos têm se entretido, como venho comprovando graças ao reflexo das luzes dos holofotes, nas primeiras filas).
Mas tem de ser. E não há de ser sempre assim. Conversamos muito sobre isso, eu e o poetamigo Ricardo Silveira, logo após evento.
A poesia sonora e a performance poética são novidade no Brasil e ainda há muita confusão sobre o assunto. Não é raro acharem que música+poesia=poesia sonora. Não é raro acharem que performance poética é o mesmo que performance, recital ou teatro. E não é raro a desinformação levar grande parte da mídia a crer(?!) que há apenas um ou no máximo dois representantes da área em atuação nesse país.

Ainda há muito por fazer e dizer antes que se configure um cenário ideal nesse horizonte. E será feito.
Quem vier, verá.
Quem vier, verá.
(fotos © Marcelo Sahea: vista da janela do avião no retorno ao sul | vista da janela do 21° andar em sampa)
trilha sonora do dia
Escrito por
marcelo sahea
É bom quando algo nos impressiona - para o bem ou para o mal - nesses dias de sufocante mesmice. Aqui, a coisa soou bem.
03 Outubro 2009
andoindo
Escrito por
marcelo sahea

andoindo é um dos poemas visuais inéditos (em livro) que fiz recentemente, publicado na última edição da Revista Zunái.










