E após um hiato está no ar o n°23 da Revista Etcetera, com muita coisa bacana, como sempre. Entre elas, textos inéditos do poetamigo LEO SALAMALANDRO GONÇALVES. Então, viva!postagens recentes
29 Abril 2009
dica poesilha
Escrito por
marcelo sahea
E após um hiato está no ar o n°23 da Revista Etcetera, com muita coisa bacana, como sempre. Entre elas, textos inéditos do poetamigo LEO SALAMALANDRO GONÇALVES. Então, viva!28 Abril 2009
27 Abril 2009
letra de música = poesia?
Escrito por
marcelo sahea
Para "homenaGear" essa nova eterna lenga-lenga suscitada pelo questionamento mais errôneo dos últimos tempos, quero fazer-lhes um convite: o músico e poetamigo RICARDO SILVEIRA, que já cantou poemas de FABIANO CALIXTO, BRUNA BEBER, FABRÍCIO CORSALETTI e MARCELO MONTENEGRO, acaba de musicar meu poema LARGO MA NON TANTO (do livro Leve, de 2006). Um belo e delicado arranjo para esse poema que, a despeito do chilique da ortodoxia, continua sendo um poema. É só clicar aqui.
26 Abril 2009
pensando poesia visual
Escrito por
marcelo sahea
Uma das coisas mais importantes em poesia visual (talvez a coisa mais importante), a meu ver, é a economia. Economia. de recursos visuais, tipos (fontes) e efeitos. A ansiedade não tem lugar aqui. Assim como na poesia em versos, deve-se cortar. Cortar, cortar e cortar. E quando não houver mais o que cortar, começar a pensar o poema dali, daquele ponto. O poeta visual tem que ter um filtro. nos olhos. Não pode deixar passar pelas suas retinas os estímulos da rotina. Deve buscar o luxo. Pro lixo com o prolixo. Contra o excesso vigorante, a economia revigorante.
Clareza. Clareza. Clareza.
Nem sempre o feio reafirma a beleza. Poesia visual não só é feita do que se enfeita. Verbo que não diz, não condiz. Pra quê a letra pela letra? Se o poema visual não transmite nada, na primeira mirada, é uma roubada. Uma fonte deformada à toa, não ecoa. Uma sobreposição confusa, não se usa.
Poesia é a soma pela subtração.
Diálogo que não vem logo, código que não se decifra, imagem que não representa, não passa, não ultrapassa, é vento que não venta, é rango pra traça.
Clareza. Clareza. Clareza.
Nem sempre o feio reafirma a beleza. Poesia visual não só é feita do que se enfeita. Verbo que não diz, não condiz. Pra quê a letra pela letra? Se o poema visual não transmite nada, na primeira mirada, é uma roubada. Uma fonte deformada à toa, não ecoa. Uma sobreposição confusa, não se usa.
Poesia é a soma pela subtração.
Diálogo que não vem logo, código que não se decifra, imagem que não representa, não passa, não ultrapassa, é vento que não venta, é rango pra traça.
25 Abril 2009
22 Abril 2009
21 Abril 2009
19 Abril 2009
18 Abril 2009
letra do dia
Escrito por
marcelo sahea
As palavras são peixes dentro d'água.
(No dentro, no frio, no fundo,
nas camadas de correntezas,
na luz das couraças blindadas,
no fluxo vivo sem capítulos,
contra a métrica das ondas,
no movimento do musgo,
no dialeto rente ao chão,
na lama das carcaças,
no amor letal do esqueleto predador,
na alma-fobia do anfíbio ornamental.)
Nas páginas líquidas de Sade, os peixes são palavras.
As palavras são peixes dentro d'água - poema de RICARDO CORONA (do livro Corpo Sutil ), poetamigo de Curitiba, cuja poesia (sempre engalanada de som) é uma das que levo comigo por onde vôo.
15 Abril 2009
letra do dia
Escrito por
marcelo sahea
© Inez & Vinoodh"Eu faço fotografias para ajudar as pessoas a entender minha música, então é muito importante que eu seja a mesma, emocionalmente, nas fotografias e na música. Os olhos da maioria das pessoas são muito mais treinados que os ouvidos. Se eles vêem uma certa emoção na fotografia, então eles entenderão a música."
BJÖRK, Index Magazine, julho de 2001
12 Abril 2009
novo poema sonoro
Escrito por
marcelo sahea
Acabo de postar na minha página do MySpace mais um poema sonoro. Trata-se de DENTRO, um poema inédito que integrará meu próximo livro.
Já venho testando uma versão mais longa e aprimorada dele na minha performance poética PLETÓRAX. Aqui, eu optei por gravá-lo na forma original, da maneira que o pensei, desde o início: apenas as suas consoantes.
É interessante perceber que, além de deixar o poema ininteligível, a ausência das vogais imprimem na audição um certo desconforto. Mesmo desconforto causado quando leio apenas as vogais deste poema (como na versão estendida, testada por mim durante as minhas apresentações). Ao mesmo tempo surge aí uma outra língua, desprovida de vogais, mas carregada de uma significação implícita que pode ser sentida através do ritmo empregado (pausas e retornos súbitos). Assim, posso ler o poema repleto de significados e estes significados se desfazem no ar, quando subverto sua estrutura original. É preciso escutar o som (que não existe) das vogais. É preciso rearranjá-lo para compreendê-lo. Como em um código.
Um som que se devora e some.
O poema pode ser lido se você clicar no link: Letra, disponível no navegador. Mas aconselho só fazê-lo após escutar algumas vezes.
Já venho testando uma versão mais longa e aprimorada dele na minha performance poética PLETÓRAX. Aqui, eu optei por gravá-lo na forma original, da maneira que o pensei, desde o início: apenas as suas consoantes.
É interessante perceber que, além de deixar o poema ininteligível, a ausência das vogais imprimem na audição um certo desconforto. Mesmo desconforto causado quando leio apenas as vogais deste poema (como na versão estendida, testada por mim durante as minhas apresentações). Ao mesmo tempo surge aí uma outra língua, desprovida de vogais, mas carregada de uma significação implícita que pode ser sentida através do ritmo empregado (pausas e retornos súbitos). Assim, posso ler o poema repleto de significados e estes significados se desfazem no ar, quando subverto sua estrutura original. É preciso escutar o som (que não existe) das vogais. É preciso rearranjá-lo para compreendê-lo. Como em um código.
Um som que se devora e some.
O poema pode ser lido se você clicar no link: Letra, disponível no navegador. Mas aconselho só fazê-lo após escutar algumas vezes.
11 Abril 2009
letra do dia
Escrito por
marcelo sahea
Conheço a cidade
como a sola do meu pé.
Espírito e corpo prontos
para evitar
outros humanos polícias
carros ônibus buracos
e dejetos na calçada
incorporo hoje o Sombra amanhã
o Homem In
visível sexta à noite
o perigoso Ninguém
e sigo.
Como os cegos
conheço o labirinto
por pisá-lo
por tê-lo
de cor na ponta dos pés
à maneira também do que
fazem uns poucos
com a bola
num futebol descalço
qualquer. Conheço a
cidade toda (a
mínima dobra retas cada borda
curvas) e nela – à
custa de me
perder – me
reconheço.
como a sola do meu pé.
Espírito e corpo prontos
para evitar
outros humanos polícias
carros ônibus buracos
e dejetos na calçada
incorporo hoje o Sombra amanhã
o Homem In
visível sexta à noite
o perigoso Ninguém
e sigo.
Como os cegos
conheço o labirinto
por pisá-lo
por tê-lo
de cor na ponta dos pés
à maneira também do que
fazem uns poucos
com a bola
num futebol descalço
qualquer. Conheço a
cidade toda (a
mínima dobra retas cada borda
curvas) e nela – à
custa de me
perder – me
reconheço.
Labirinto - poema de RICARDO ALEIXO (do livro Máquina Zero), que além de ser uma das maiores referências para mim e meu trabalho com a poesia (tanto pelo raro talento no trato com a palavra e com a linguagem – melhor maneira de demonstrar respeito por estas – como pela elegância e generosidade com que atua no meio), é meu amigo.
08 Abril 2009
dica poesilha
Escrito por
marcelo sahea
Mais um espaço bacana em Brasília onde se pode encontrar meus livros: OBJETO ENCONTRADO. Uma nova loja de arte urbana e conceitual (que conta com galeria no subsolo) na 102 norte, Bloco B, Loja 56 - (61) 3326.3504. É só passar lá e falar com a VANESSA ou com o FERNANDO.07 Abril 2009
letra do dia
Escrito por
marcelo sahea
(Ernst Jandl)
ottos mops trotzt
otto: fort mops fort
ottos mops hopst fort
otto: soso
otto holt koks
otto holt obst
otto horcht
otto: mops mops
otto hofft
ottos mops klopft
otto: komm mops komm
ottos mops kommt
ottos mops kotzt
otto: ogottogott
Ernst Jandl: escritor e poeta austríaco (1925-2000) que tinha jazz e John Cage no sangue. Se procurar bem você pode encontrar na internet alguns mp3 de suas leituras e performances que são uma delícia, mesmo para quem não entende bulhufas de alemão.
ps.: (Otto é o nome do cão pug, de Ernst - foto)
ps.: (Otto é o nome do cão pug, de Ernst - foto)
04 Abril 2009
03 Abril 2009
foyeur poesilha
Escrito por
marcelo sahea
Entre a água do mar e o vinagre (sinha e grapholita molesta), 2006 | Vidro, vidro fundido, 2 bombas de água, mangueira, 2 bacias de vidro, vinagre e água do mar | Dimensões variáveis








