ERIÇANDO O TEGUMENTO
postagens recentes
28 Fevereiro 2009
26 Fevereiro 2009
Escrito por
marcelo sahea
RICARDO DOMENECK E O CÂNONE
Não é de hoje que acompanho o poetamigo Ricardo Domeneck (link no menu) publicar em seu ótimo blog suas idéias sobre noções de cânone (alguns fragmentos abaixo). Passe por lá e busque os posts em questão. Concordando ou não, é um bom mote para a reflexão.
"Cânone deveria ser a reunião de textos sendo realmente LIDOS por poetas e por aqueles que vão à poesia pelas mais diferentes causas e em busca dos mais diversos efeitos. Não uma lista de reputação de poetas para universidades, universitários e seus professores."
"Cânone deveria ser a reunião de textos sendo realmente LIDOS por poetas e por aqueles que vão à poesia pelas mais diferentes causas e em busca dos mais diversos efeitos. Não uma lista de reputação de poetas para universidades, universitários e seus professores."
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"A separação entre poesia escrita e poesia cantada, o preconceito dos literatos (que associam oralidade com analfabetismo), o provincianismo insolente da intelligentsia brasiliana: tudo isso, unido ao complexo de inferioridade latino-americano (onde há uma tradição oral tão forte), gera o quadro triste de um cânone literarizante, que exclui outras possibilidades para a poesia. É claro que há muitos e muitos casos de exceção, e nós temos uma poesia literária excelente. Os próprios poetas brasileiros que trabalham com a oralidade não colaboram, pois muitas vezes usam a performance como desculpa para se descuidarem da escrita."
25 Fevereiro 2009
Escrito por
marcelo sahea
BLOGUEIRALICE
Essa é quente: a querida poetamiga Alice Ruiz acaba de se render ao universo dos blogs. E ela avisa que sugestões, comentários, palpites e críticas serão bem-vindos. É uma beleza ou não é?19 Fevereiro 2009
17 Fevereiro 2009
Escrito por
marcelo sahea
TODOS QUEREM SER MICHAEL JACKSON
Olhe-se no espelho. Às vezes a máscara que você usa acaba sufocando ou exercendo algum outro efeito inesperado. Mesmo vestido você está pelado. Uns retiram seus recheios. Outros usam implantes nos seios. Para muitos, pele é tela. No castelo e na favela. Sempre foi assim. Antes do botox era o botoque. E será até o fim.
Ser apenas o que se é, não dá mais pé. Pergunte ao Pelé. Cansa quando não se alcança. Pergunte à criança. Corpouco. Almáxima. Mudar e mudar e mudar de novo.
Todos são um KinderOvo.
Quando se tem sede, a internet torna possível essa realidade. Um banho de mutabilidade. Mudar de sexo, idade, identidade. Saudades da água, de onde viemos, a água que se. molda. o amarrotado mar que não muda: está sempre em mutação. Recriando a criação.
Todos querem ser Michael Jackson.
Ou não.
Ser apenas o que se é, não dá mais pé. Pergunte ao Pelé. Cansa quando não se alcança. Pergunte à criança. Corpouco. Almáxima. Mudar e mudar e mudar de novo.
Todos são um KinderOvo.
Quando se tem sede, a internet torna possível essa realidade. Um banho de mutabilidade. Mudar de sexo, idade, identidade. Saudades da água, de onde viemos, a água que se. molda. o amarrotado mar que não muda: está sempre em mutação. Recriando a criação.
Todos querem ser Michael Jackson.
Ou não.
14 Fevereiro 2009
Escrito por
marcelo sahea
Contra o império das palavras, a voz. Simplesmente. Os sons ancestrais. Os sons do corpo. Manipulados ou não. Henri Chopin: "... eu aprecio os meus barulhos e os meus sons, eu admiro esta fábrica imensa e complexa de um corpo, eu aprecio meus olhares que tocam, meus ouvidos que vêem, meus olhos que recebem... eu não preciso ter minha vida derivada do inteligível. " O berro. Primal. O reencontro com seu corpo quando você o escuta. O protopoema. O estranhamento. A catarse. A potência de um grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrito quando bem dito. O murro de um sussurro. O que não se tem a dizer dizendo tudo. É Noise.
12 Fevereiro 2009
Escrito por
marcelo sahea
TEMPO
Correndo contra o tempo. Tentando administrar tarefas e preparando minha performance para as apresentações de Belo Horizonte, agora em março (logo, logo, aviso aqui). Enfim, poderei rever amigos e ser cavalo do verbo em palcos mineiros. Correndo contra o tempo. Fui.








